Circuito Silva Freire é aberto em Cuiabá

>Num clima boêmio, no salão principal da Academia Mato-grossense de Letras, tendo em volta retratos dos grandes nomes da literatura regional como José de Mesquita, Francisco Antônio Pimenta Bueno e Barão de Melgaço, aconteceu a abertura Circuito Silva Freire, que teve como ponto alto o lançamneto do livro “A Japa e outros croni-contos cuiabanos”. O evento aconteceu na quarta- feira (3), às 19 horas.

Todos os que participaram do projeto de elaboração do livro demonstraram nas palavras e nos gestos o quanto estavam emocionados naquele momento em que tinham nas mãos o resultado de grande esforço e dedicação.

Entre eles, a viúva do poeta Silva Freire, Leila Freire e seus filhos.

O presidente da Academia Sebastião Carlos Gomes de Carvalho, comentou a homenagem e o próprio Freire. “Poucos foram tão expressiivos, o poeta telúrico, de linguagem avançada para o seu tempo. Um dos grandes poetas nacionais”, elogiou ele.

Leila Freire falou de uma maneira apaixonada e entusiasmada sobre sua história ao lado de Silva Freire do orgulho que sempre sentiu do marido, do articulador político e do grande escritor. “Fui testemunha do amor e da paixão dele por esta cidade”, disse.

Aqueles que se interessam pela obra de Freire podem se animar. ”Deixamos a obra dele aberta aos estudiosos, estudantes, teatrólogos porque é o encontro de uma nova geração e uma nova cuiabania, um mergulho nas referências culturais”, disse a viúva do poeta.

Para Larissa Freire, filha do autor, a grande importância do evento é mostrar para os jovens a literatura mato-grossense. “A UNESCO, que é parceira no projeto, valoriza muito este resgate”.
A professora Maria Cristina Campos, organizadora do livro, que tem 27 textos em prosa de Freire, achou interessante a forma como o autor explora a linguagem regional e os neologismos. “ Quando tive contato com a prosa dele, eu me encantei”, comentou Cristina. A paixão pelos textos do escritor é tanta que, no evento, a professora de prôpos que o Intensivismo fosse tombado como patrimônio histórico e cultural da cuiabania. “Espero que este livro chegue às escolas e que os alunos realmente o leiam”.

Elaine Caniato, da editora Carlini & Caniato, revelou que esta será a primeira de uma série de obras que serão lançadas. “A editora está com uma proposta de divulgar escritores regionais”, disse ela.

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