Mulheres de Peito

Mirela Janotti

Sobre a obra
O livro traz o depoimento das experiências de mulheres que foram diagnosticadas com câncer de mama, na intenção de se mostrar o poder de superação de adversidades, quer seja uma doença, uma perda, uma decepção. Informações sobre exames preventivos e cuidados médicos também são abordados com seriedade.

Sobre a autora
Mirela Janotti é redatora publicitária e atualmente trabalha como diretora de criação em São Paulo. Em 2007 publicou seu primeiro livro, “Força na Peruca”, que retrata de forma otimista e bem humorada a sua experiência com o câncer. Em 2010 escreveu o gibi “Super Joana Contra o Câncer de Mama”, distribuído pelo SUS. Realiza palestras motivacionais e é também uma das criadoras do “Projeto Mulheres de Peito” com documentários e ações pelo diagnóstico precoce do câncer de mama.

É preciso “ter peito” diz o dito popular, mas… e como?

Quando o sentido figurado passa a ser também o sentido literal, a situação adquire sua máxima importância.

Quando o que está em questão é justamente o peito, o seio, a mama e muito mais do que isso: a saúde, o corpo são e belo, a auto-estima, a própria vida…, as coisas tendem a parecer fatalistas.

As mulheres deste livro, a exemplo de outras “tantíssimas” anônimas, provam que é possível enfrentar com otimismo e maestria até os mais difíceis obstáculos que a vida nos impõe. Seja um câncer, uma perda, uma decepção, não importa, as adversidades de uma complicação no ritmo normal da vida elas driblam, e nos demonstram que, com os devidos cuidados médicos e muita garra, podemos superá-las de forma muito positiva. É preciso ter muito peito para viver.

Aqui estão, “Mulheres de Peito”, de corpo e alma fortes que se tornam referência para olharmos a essência da vida de forma firme e delicada.

Prefácio
por Enio Mainardi

EU TENHO MEDO DO CÂNCER
Até a palavra câncer me dá incômodos, prefiro não falar nisso. Por quê? me pergunto. É que a ideia de câncer está ligada à da morte, talvez. A pessoa pega câncer e já viu, né? Tratamentos longos, cirurgias radicais, quimioterapia e… Então eu tapo meus olhos, ouvidos e não quero saber. O que é uma formidável besteira. Nem falo aqui do fato de que todos, algum dia, vamos morrer. As religiões ensinam, ancestralmente, que precisamos estar conscientes, sempre, da nossa impermanência neste mundo. Hoje vivos, daqui um minuto, quem sabe? Câncer pode ser igual a uma bicicleta que se atravessa no caminho e te mata. Um acidente banal. Portanto vamos tentar ver claramente os fatos: câncer mata mesmo? Não. E pode ser. E depende. Tem mil estudos de cientistas que hoje alcançaram mais conhecimento sobre o câncer do que sobre o resfriado. Câncer tem de todos os tipos, origens. Os médicos especializados, que gostam de ser chamados de oncologistas, distinguem os cânceres pelos seus nomes próprios, parece até que são parentes entre si. Cada um merece um tipo de tratamento. Mas nem sabendo que 1. câncer não necessariamente mata e 2. tem tratamentos, o medo continua. E sabe o melhor jeito de exorcizar o medo da meia noite, espantar o fantasma, a escuridão, o pesadelo? É acordar e abrir a janela. Aí então entram os raios de sol e como nos filmes de vampiro, o medo se dissolve em pó e desaparece. Como isso? Ora, tratando o assunto da maneira mais antiga: falando dele, fofocando sobre sua existência, desmoralizando-o. Contando causos, uns com os outros. “Ahhh, você tem câncer? Que coincidência, eu também. E como foi?..” Falando uns com os outros descobre-se que não estamos sozinhos neste mundo de Deus. A solidariedade de trocar ideias, de falar das próprias experiências é um santo remédio. Na associação de alcoólatras anônimos cada um conta da sua vida e um reforça o outro na sua disposição de parar de beber. Sem culpas, sem a vergonha de ser assim ou assado. O fato é que existe, na gente, um curioso sentimento: de que somos culpados por tudo quanto acontece de mal para nós mesmos. Então o canceroso (palavra evitada) é o verdadeiro culpado da sua doença, ele está pagando, como numa expiação, por algum ato ruim cometido durante sua vida. E dá-lhe culpa. Mas na hora do café com rosquinhas, quando cada um pode falar de sua doença, do seu jeito, descobre-se que somos todos iguais. Todos igualmente humanos que cometemos erros – ou o que julgamos como sendo erros – num determinado momento da vida. O pecado e a doença não se conhecem entre si. Então está descoberta a cura definitiva do câncer. É conversar, se livrar das culpas, se abraçar, se desejar mutuamente o melhor, descobrir que somos todos iguais, na alegria e na tristeza. Falar, falar, falar. Este livro da Mirela conta casos, histórias de pessoas que têm câncer ou que se curaram dele. Falam de si, se abrindo para nós. Que bom. Eu li e consegui me enxergar em cada depoimento, mulheres que tiveram coragem, dignidade, alma forte – que não se conformaram, que lutaram contra a doença, no limite de suas forças. E esse limite é inexaurível, uma fonte permanente de energia positiva, um exemplo de força existencial. Sabe? Acho que não estou mais com medo do câncer. Dane-se ele.

Ficha Técnica
Autora:
Mirela Janotti

Edição:
Ano de publicação: 2012
ISBN: 978-85-8009-064-2 (Carlini & Caniato Editorial)
978-85-64861-21-3 (Just Editora)
Tamanho: 13,8 x 20,8 cm
Número de páginas: 128
Gênero: Autoajuda
Peso: 120 gramas
Preço de capa: R$28,90

Contatos
Editora TantaTinta / Carlini & Caniato
(65) 3023-5714 /3023-5715
comercial@tantatinta.com.br

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